
01/04/2025 - 11h00
NR-1 e a Inclusão dos Riscos Psicossociais no PGR: Como as Empresas Devem se Preparar?
Sócio-Diretor da PLBrasil Health&Safety, Diego Gloria joga luzes sobre o tema
📌 Por Diego Gloria, Sócio-Diretor da PLBrasil Health&Safety
A gestão de riscos ocupacionais ganhou, em agosto de 2024, uma nova camada de complexidade. A atualização da NR-1 estabeleceu que, a partir de maio de 2025, todas as empresas precisarão incluir a avaliação e o gerenciamento dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Essa mudança representa um avanço na regulamentação da saúde mental no trabalho, mas também impõe desafios operacionais e estratégicos para as organizações.
A questão é: como as empresas devem se preparar para essa nova exigência? O que acontece se negligenciarem essa adequação? E como escolher um parceiro especializado para garantir conformidade e segurança?
Os desafios da adequação à nova NR-1
A inclusão dos riscos psicossociais no PGR não é apenas uma formalidade regulatória. Ela exige que as empresas desenvolvam um olhar estruturado sobre assédio moral, sobrecarga de trabalho, pressão por metas irreais, jornadas exaustivas e outros fatores que impactam diretamente a saúde mental dos funcionários no ambiente de trabalho.
As principais dificuldades para a adequação incluem:
🔹 Mapeamento correto dos riscos: Diferentemente de riscos físicos ou químicos, os riscos psicossociais não são visíveis e assumem aspectos subjetivos conforme a cultura organizacional, o setor e as condições de trabalho. Empresas precisarão aplicar metodologias objetivas para identificar fatores críticos e medir impactos na saúde dos funcionários.
🔹 Capacitação de gestores e RH: Muitos gestores ainda não sabem reconhecer os sinais de um ambiente de trabalho psicologicamente inseguro. Sem treinamento adequado, a implementação do PGR pode se tornar apenas um documento sem aplicação prática.
🔹 Acompanhamento contínuo: Assim como riscos ergonômicos ou físicos, os riscos psicossociais precisam de monitoramento constante. Isso significa criar canais de escuta, avaliar indicadores de absenteísmo e rotatividade e, principalmente, garantir que as ações de prevenção saiam do papel.
Os riscos de não se adequar (ou de fazer isso de forma errada)
A negligência na gestão dos riscos psicossociais pode gerar impactos financeiros, jurídicos e operacionais. Empresas que não se adequarem à nova NR-1 ou falharem na implementação podem enfrentar:
🚨 Multas e penalizações: O não cumprimento da norma pode resultar em autuações e sanções do Ministério do Trabalho, conforme previsto na legislação de SST.
🚨 Aumento de ações trabalhistas: Questões ligadas à saúde mental estão cada vez mais presentes em processos trabalhistas. Empregados podem acionar a Justiça por danos psicológicos, especialmente se a empresa não demonstrar que adota medidas preventivas.
🚨 Queda na produtividade e na retenção de talentos: Ambientes de trabalho com pressão excessiva, assédio e sobrecarga geram desmotivação, alto turnover e aumento do absenteísmo. O impacto financeiro dessas questões pode ser ainda maior do que as multas por descumprimento da norma.
É possível ainda que, em um curto espaço de tempo, os riscos psicossociais passem a ser transmitidos para o eSocial no evento S-2240 e o cruzamento de dados com a Previdência Social seja realizado. A concessão de benefícios B91 pode aumentar com esse cenário, o que levará ao aumento do FAP (Fator Acidentário de Prevenção) e mais Ações Regressivas para obter o ressarcimento das despesas previdenciárias nos casos de negligência no cumprimento da legislação vigente.
Como escolher a consultoria certa para auxiliar nesse processo?
Muitas empresas não possuem estrutura interna para conduzir a adequação à nova NR-1 de maneira eficaz. Por isso, contar com uma consultoria especializada em SST se torna essencial. Mas o que considerar ao escolher um parceiro para essa jornada?
✔️ Experiência e credibilidade: A consultoria deve ter expertise comprovada em segurança e saúde no trabalho, além de um histórico sólido na adequação às normas regulamentadoras.
✔️ Abordagem prática e personalizada: Cada empresa possui realidades e desafios únicos. Um bom parceiro deve oferecer soluções personalizadas, que vão além de um diagnóstico genérico, e desenvolver estratégias viáveis para implementação.
✔️ Capacitação e suporte contínuo: Não basta entregar um relatório. A consultoria deve capacitar gestores e funcionários para que as práticas de prevenção sejam integradas à cultura organizacional.
✔️ Monitoramento e conformidade contínua: O acompanhamento não termina na entrega do PGR. A empresa precisa contar com suporte técnico e auditorias regulares para garantir que as ações implementadas estejam realmente gerando impacto positivo.
Conclusão: Adequação não é custo, é investimento
A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como uma oportunidade de transformação corporativa.
Empresas que investem em ambientes psicologicamente saudáveis não apenas evitam multas e processos, mas também fortalecem a produtividade, reduzem custos com afastamentos e melhoram a retenção de talentos.
A Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho (EU-OSHA) afirma que, para cada euro investido em SST, o retorno é de 2,2 euros. Já o Liberty Mutual Workplace Safety Index indica que o retorno sobre o investimento é de US$ 4 para cada US$ 1 investido.
Se sua empresa ainda não começou a se preparar para essa mudança, o momento de agir é agora. A adequação pode ser um desafio, mas com o parceiro certo, ela se torna uma estratégia para crescimento sustentável e segurança para todos.
A PLBrasil Health&Safety está pronta para ajudar sua empresa a fazer essa transição de forma segura e eficiente. Entre em contato e descubra como podemos garantir sua conformidade com a NR-1 e transformar a gestão de riscos psicossociais no seu PGR.